Ed. Candide
Maia (que fique claro que o livro foi escrito bem antes da novela) é uma mulher que tem tudo o que deseja: um bom emprego, um ótimo salário e um namorado que a ama. Será que ela tem mesmo tudo? Maia vive atormentada pela lembrança de Diogo, seu primeiro amor - platônico.
Então, num momento de loucura - ou de lucidez (quem vai saber) -, Maia resolve ligar para Diogo, que mora nos Estados Unidos, e fazer uma viagem para Nova York, "a trabalho".
Toda a trama de Primavera eterna se passa num único dia: do momento em que começa a angustiante espera de Maia até ela e Diogo se despedirem na plataforma da estação de trem.
O livro de Paula é obviamente um chicklit, bem mulherzinha mesmo. Mas, entre todos os livros desse tipo que li, este realmente merece destaque. Ele não é água-com-açúcar. Ele não tem "felizes para sempre".
Maia se pergunta se é o primeiro amor que nos move por toda a vida e, com essa pergunta (que inevitavelmente é de Paula, é minha, é da Mariana e de todas as outras mulheres), ficamos refletindo sobre nossas escolhas, nossos atos tresloucados, nossos amores, realizados ou não.
Paula fala a nossa língua. Não importa se temos 12 anos e estamos conhecendo o garoto que vai nos impressionar para sempre, ou se temos 30 e já pusemos a vida em ordem. Quando terminei de ler Primavera eterna, estava completamente encantada. Tentando responder a mim mesma a pergunta proposta. No meu caso, sim e não. Não foi meu primeiro namorado. Mas, definitivamente, meu grande e único amor. Sim, é ele que move, até hoje, as decisões importantes da minha vida. E ainda bem que ele não é nada platônico.
Apenas uma observação negativa: o texto de Paula é tão leve, fluente e gostoso de ler que, por isso mesmo, merecia ser mais bem cuidado pela revisão.
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